Buenos Aires, entre as cidades mais baratas para estudar

03/08/2018

Este ano chegaram 61 mil estudantes internacionais.

Através de uma pesquisa internacional com 80 cidades. Buenos Aires está no 65° posto, sendo a única com universidade pública. Sem mensalidades.

Em primeiro lugar está o custo do visto para estudar no país. Depois vem os valores de alugueis, a comida, o transporte, internet e telefone. A soma de todos estes itens tem um total aproximado de 980 dólares por mês para os estudantes estrangeiros. Como aqui a universidade é gratuita, este seria o valor médio gasto pelos estudantes. Com este valor, Buenos Aires é hoje uma das capitais mais baratas do mundo para estudar. Ficou no posto 65 sobre as 80 cidades em uma pesquisa internacional sobre o custo de vida dos estudantes internacionais.

A pesquisa foi realizada por Nestpick, uma empresa com sede em Berlim, especializada em alugueis de apartamentos mobiliados. Analisaram o conjunto de custos para os estudantes no primeiro semestre de 2018. San Francisco (Estados Unidos) ficou como a mais cara para aqueles que saíram do seu país da origem para encarar os estudos superiores, onde o custo é de 6.238 dólares mensais. Em seguida Dubai nos Emirados Árabes com 4.950 dólares e Austin nos Estados Unidos com 4.942 dólares mensais. Entre as mais baratas está Bangalore, Índia com 490 dólares, o Cairo no Egito com 543 dólares mensais e Bucareste na Romênia com 776 dólares por mês.

"O que atraí os estudantes internacionais não é a gratuidade das universidades e sim a qualidade que tem. O interessante seria fazer um gráfico em relação ao custo de vida com qualidade educativa. Aí sim, se veria que Buenos Aires, sendo a mais econômica, tendo as universidades que melhor qualificam nos rankings internacionais. Há uma atração dupla: qualidade educativa e custo razoável", afirmou ao Jornal Clarín, Fernando Straface, secretário geral de relações internacionais da cidade.

Patrício Conejero, subsecretario de assuntos internacionais da UBA concorda com o assunto. "Entre os estudantes de graduação na UBA, que é gratuita, só 4% são estrangeiros. Enquanto que nas pós-graduações que são pagas e com diferença nos valores para alunos estrangeiros, 15% vem de outros países. Nos escolhem pela qualidade e pelo reconhecimento que tem a UBA, afirmou Patrício ao Jornal Clarín.

Este ano Buenos Aires já havia sido noticia, quando se converteu na "melhor cidade para estudar da Ibero América, no ranking QS. Subiu 17 posições em 1 ano e pela primeira vez superou Barcelona e Madri.

O ranking QS é realizado pela consultoria britânica Quacquerelli Symonds. Levam em consideração diversos parâmetros como o nível acadêmico das universidades que há em uma cidade, a quantidade e diversidade de estudantes, assim como a acessibilidade desde o  ponto de vista econômico. O estudo é feito sobre a base de dados objetivos das universidades e com pesquisas de percepção de 50 mil estudantes.

"Buenos Aires subiu devido a melhora em como os estudantes avaliam a experiência na cidade e se continuariam vivendo aqui após sua formação. Também se destaca nas perspectivas de trabalho que apresenta após a formatura", disse ao Jornal Clarín, o senhor Jack Moran da QS.

Uma das dificuldades dos estudantes estrangeiros que querem vir a Buenos Aires é o burocrático tramite para obter o visto de permanência. Por isso, o governo da cidade junto ao Ministério da Educação, Migrações Argentina e as universidades fizeram um debate para ver como podem fazer para agilizar os tramites.

Um convenio para quem venham mais alunos

A cidade de Buenos Aires assinou um convenio com 23 universidades, entre ela a UBA, para potencializar a chegada de estudantes internacionais. Foi feito no marco do programa "Study Buenos Aires" que proporciona a estes jovens a facilidade sobe tudo para os primeiros dias como um "kit de recém-chegada! Que inclui uma linha gratuita para o celular, um cartão SUBE para ônibus e metro e uma tarifa especial em hosteis para os primeiros dias. O objetivo do programa é chegar aos 100 mil estudantes estrangeiros em 2021.

A maioria dos jovens que chegam para estudar, fazem cursos de pouca duração. Outros fazem intercâmbios de um semestre ou um ano. Depois estão os formatos mais clássicos: aqueles que fazem algum curso de graduação e aqueles que fazem um mestrado ou pós-graduação.

Fonte: Jornal Clarín - Argentina 19/07/2018
Crédtitos: Jornalista Ricardo Braginski
Confira o link da noticia em espanhol