UBA é eleita pela 5ª vez a melhor universidade da América Latina!

07/11/2017

A Universidade de São Paulo (USP) é a 121ª melhor universidade do mundo, segundo a edição de 2017-2018 do World University Rankings, realizado anualmente pelo Instituto QS e divulgado na noite desta quinta-feira (7). A instituição ficou estagnada em comparação com o ano passado, quando ficou na 120ª colocação. Essa foi a melhor posição da história da USP, conquistada após dois anos de quedas consecutivas. Porém, a universidade paulista não se distanciou da posição que ocupava há cinco anos, quando foi classificada como a 127ª melhor do mundo.

A USP ainda se mantém no posto de melhor universidade brasileira no ranking, mas há três anos seguidos já não é mais a melhor da América Latina. Esse posto foi tomado pela Universidade de Buenos Aires (UBA): há cinco anos, ela ocupava a posição 209, mas, depois de evoluir a cada ano, chegou em 2017 à 75ª posição, quase 50 à frente da USP.

Porém, embora no ranking mundial a UBA esteja à frente da USP, no ranking específico para a América Latina, organizado também pelo Instituto QS, é a universidade paulista que assume a dianteira. Na última edição da lista, a USP aparecia na 1ª colocação, enquanto a Universidade de Buenos Aires ficou na 11ª colocação. O instituto usa uma série de critérios distitntos para avaliar e pontuar cada universidade em seus rankings.

Compare a evolução da USP e da UBA no ranking QS nos últimos cinco anos:

Segundo os critérios do Instituto QS, tanto a universidade paulista quando a portenha mantêm diversas características em comum: as duas são consideradas extra-grande (têm mais de 30 mil alunos), foram fundadas há mais de 100 anos, são públicas, têm foco abrangente de áreas de formação e nível "muito alto" quando o assunto é a pesquisa.

Entre as distinções entra as duas está o fato de a Universidade de Buenos Aires ter mais alunos e professores que a USP (segundo o QS, a instituição argentina tem cerca de 127 mil alunos e 16 mil professores, enquanto a USP tinha, em 2014, cerca de 89 mil alunos e 6 mil docentes), e a proporção de alunos por professor ser menor na UBA (cerca de 7 estudantes para cada professor contratado, contra cerca de 14, no caso da USP).

Além disso, de acordo com os dados do instituto, a UBA também está mais avançada quando o quesito é a internacionalização. Do total de estudantes matriculados, 20% são estrangeiros, e 81% deles estão na graduação. O percentual é semelhante entre os docentes: 19% do total de professores da universidade argentina vieram de outros países. Na USP, esses números são mais modestos: segundo os dados da QS, 2.086 estudantes estrangeiros estavam matriculados na USP, e 83% eram de cursos de pós-graduação. Isso equivale a cerca de 3% do total de alunos. Já entre os professores, os dados mostram que só 5% dos que dão aulas na USP são estrangeiros.

Fonte: G1 Educação